Campeã olímpica estudantil busca bolsa para Harvard

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Tábata Amaral já conquistou mais de trinta medalhas em diversas olimpíadas estudantis e agora se prepara para entrar na universidade

Tabata2Com apenas 17 anos, Tábata Cláudia Amaral de Pontes já é uma medalhista olímpica. Participante das olimpíadas de Física, Matemática, Química, Robótica, Informática, Astronomia e Linguística, a estudante já conquistou 31 medalhas nos últimos seis anos. Somente nas Olimpíadas Brasileiras de Física, organizadas pela SBF, Tábata já foi premiada com três medalhas. Outras três foram conquistadas nas Olimpíadas Paulistas de Física. Agora, a garota-prodígio que aprendeu a gostar da ciência com os Jogos Olímpicos tenta conseguir uma bolsa de estudo para ingressar na universidade.

As olímpiadas estudantis são projetos educacionais que promovem competições entre alunos sobre matérias específicas. Participa destes torneios estudantes do ensino fundamental e médio de escolas públicas e particulares de todo o país. Através de conteúdos pedagógicos básicos distribuídos nas escolas participantes, alunos e professores promovem o ensino e a divulgação da ciência de forma lúdica, prática e cooperativa.

“As olimpíadas fazem com que a ciência esteja um pouquinho mais próxima de você e isso é muito legal, e também nos mostram como ciência pode ser muito divertida”, diz a medalhista.

Os alunos que obtêm melhor desempenho são convidados a receber um treinamento para representar nosso país em competições internacionais. Desse modo, eles têm a oportunidade de viajar pelo mundo e ter contato com diversas culturas, compartilhando conhecimento científico e tecnológico. Mais que uma competição, é um incentivo aos alunos para ingressarem numa carreira na ciência.

Em recente reportagem publicada no portal G1, Tábata diz que seu maior sonho é estudar astrofísica e ciências sociais na Universidade Harvard, nos EUA. Filha de uma vendedora de flores e de um cobrador de ônibus, ela é Bolsista do 3º ano do ensino médio de um colégio particular da cidade de São Paulo e afirma que seu maior desejo é poder voltar dos EUA com o conhecimento que irá lhe ajudar de alguma forma a melhorar a educação no Brasil. Mas, por via das dúvidas, também está prestando física na USP, medicina na Unicamp e engenharia aeronáutica no ITA.

Na entrevista a seguir, Tábata Amaral fala da importância das olimpíadas estudantis e deixa uma mensagem aos alunos e professores de escolas do ensino médio de todo o país.

SBF – Quando começou seu interesse pela ciência?
Tábata – Na quinta série do ensino fundamental participei da I Obmep (Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas) e então conheci uma maneira bem divertida de estudar. Depois de ganhar uma bolsa de estudos no Colégio Etapa, conheci as olimpíadas científicas e me encantei.

SBF – O que te incentivou a participar de olimpíadas estudantis?
Tábata – Foi basicamente a vontade que tinha de aprender já que me sentia desafiada por elas e a beleza que via no que ia aprendendo.

SBF – No que as olimpíadas mais te ajudaram durante a escola?
Tábata – Enquanto treinava para as olimpíadas, estava ao mesmo tempo, estudando de uma maneira aprofundada para o colégio. E, além disso, a dedicação que você tem com as olimpíadas meio que faz você ter um desempenho melhor nas outras matérias, ou pelo menos uma vontade maior de aprendê-las.

SBF – O que os alunos precisam ter para participar dessas olimpíadas?
Tábata – Apenas vontade e dedicação, de verdade. Não precisa ser especial pra gostar de uma matéria e se dedicar a ela.

SBF – Que mensagem você deixaria aos estudantes e professores do ensino médio para que eles também participem dessas olimpíadas?
Tábata – Com certeza aprender é muito bacana. Fazer parte do "mundo olímpico" é uma experiência linda e a forma mais divertida de conhecer pessoas incríveis e ainda por cima aprender um bocado, tanto cientificamente como pessoalmente.

CONTATOS
Comunicação Social da SBF
Salvador Nogueira
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