- consideramos apropriada a atitude do Governo Brasileiro de procurar adotar uma política externa madura, inclusiva e aberta ao diálogo sem preconceitos, sempre voltada para a identificação dos legítimos interesses nacionais, e na busca permanente da conciliação entre os países e da manutenção internacional da paz;
- julgamos que, nesse contexto, a celebração de acordos técnico-científicos bilaterais de cooperação é um dos instrumentos mais úteis para o progresso conjunto das nações e o avanço do conhecimento e da confiança mútua entre os povos;
- em termos da questão nuclear, relembramos o papel histórico da comunidade científica brasileira, e da Sociedade Brasileira de Física, em especial, em reafirmar o interesse nacional em assegurar o máximo de avanço científico e o mais completo domínio das técnicas nucleares, sempre pautados pelo compromisso unilateral de desarmamento e de transparência de ações, e pela objeção moral ao desenvolvimento de armas atômicas;
- por essas razões, externamos nossa preocupação com as notícias de que acordos bilaterais na área nuclear entre o Brasil e países não–signatários do tratado de nãoproliferação nuclear possam estar em fase de análise pelo governo brasileiro, e manifestamos nossa convicção de que os interesses brasileiros estariam mais bem representados se, no momento, nenhuma cooperação técnico-científica na área nuclear viesse a ser celebrada com a República Islâmica do Irã.Em nome da Sociedade Brasileira de Física
Celso Pinto de Melo (Presidente)






Em 1704, em sua obra Optiks, Newton sugeriu que a luz era formada de partículas, cujo movimento poderia ser explicado pela mecânica desenvolvida por ele...