Sistemas estacionários fora do equilíbrio

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Destaque em Física, semana de 11 de setembro de 2014

destaque-11092014O problema de dois corpos interagindo gravitacionalmente, como a Terra e o Sol, tem solução exata em mecânica clássica. A energia total do sistema é a soma da energia cinética (K >0) com a potencial (U<0). Em condições iniciais favoráveis, o movimento resultante consiste em órbitas periódicas elípticas e portanto os dois corpos permanecem ligados, como a Terra e o Sol. Nessas condições vale a relação chamada de virial: 2K=-U. Para três ou mais corpos, cada par interagindo gravitacionalmente, ou autogravitante, não existe solução analítica e, exceto em condições extremamente particulares, o movimento não é periódico nem estacionário.

Passando agora ao problema de N corpos autogravitantes, um aspecto curioso no limite de N muito grande é que o sistema não evolui para um relaxamento em equilíbrio termodinâmico, como ocorre em sistemas com interações de curto alcance.

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Técnica adapta grafeno para uso em spintrônica

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Destaque em Física, semana de 04 de setembro de 2014

destaque-04092014Um grupo internacional de pesquisadores com participação brasileira demonstrou que o grafeno, como já se desconfiava, tem de fato grande potencial como material-base de dispositivos de computação baseados em spintrônica – a ideia de fazer processamento de dados usando para tanto as propriedades do spin de partículas individuais.

O trabalho, que tem como dois dos doze autores os brasileiros Antonio Helio Castro Neto, do Centro de Pesquisas do Grafeno em Singapura, e Aires Ferreira, do Instituto de Física da Universidade Federal Fluminense, em Niterói (RJ), usou a técnica de deposição química de vapor para sintetizar folhas de grafeno – estruturas bidimensionais feitas de uma camada de átomos de carbono arranjados em disposição hexagonal, com apenas um átomo de espessura – sobre metais como cobre.

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Lançamento de livro organizado por professora da USP

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Acontece na SBF, semana de 04 de setembro de 2014

Título: ENTRE SÓLIDOS E LÍQUIDOS
Editora Livraria da Física

O livro busca, segundo sua organizadora, a professora Lia Amaral, apresentar uma visão contemporânea e multidisciplinar do tema, dirigida principalmente ao público em geral – como uma obra de divulgação científica. Além disso, o volume tem o potencial para complementar a formação de professores.

Em 15 capítulos redigidos por 12 cientistas, são apresentados de forma integrada temas de Física e Química aplicados ao estudo de materiais, em particular dos sistemas aquosos, de interesse biológico.

Saiba mais clicando aqui.

Equação KPZ e sistemas fora do equilíbrio termodinâmico

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Destaque em Física, semana de 28 de agosto de 2014

Um trio de pesquisadores brasileiros acaba de dar importante contribuição na busca por um entendimento mais completo de sistemas que estão longe do equilíbrio termodinâmico – fenômenos que vão desde o crescimento biológico até a ciência de materiais.

No cerne da questão está a chamada equação KPZ. Ela foi proposta em 1986 por Kardar, Parisi e Zhang para descrever a dinâmica do movimento de interfaces altamente irregulares. Esse movimento pode caracterizar o crescimento de um dos lados da interface em detrimento do outro, como na invasão de um material por outro que expulsa o primeito de um mieo poroso. Com a demonstração de seu poder para prever propriedades de invariância de escala em sistemas como esses, aumentou muito o interesse para solucioná-la exatamente e buscar comprovações experimentais de suas conclusões.

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Maryam Mirzakhani, a primeira mulher a ganhar a Medalha Fields

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Opinião, 28 de agosto de 2014

Por Alaor Chaves

"A beleza da matemática só se revela a quem a persegue mais pacientemente” M. Mirzakhani

opiniao-28082014Henri Poincaré famosamente apontou que “um homem não se faz matemático, nasce matemático”. Sem considerar o que se pensava um século atrás sobre os dons femininos, pode estranhar o fato de que ele não ter falado “uma pessoa”, e sim “um homem”. Mas até o final do século XIX, mulheres muito raramente eram sequer aceitas como estudantes em universidades, pois seus dons eram questionados antes de pelo menos se ter a ideia de submetê-los a um teste. No campo das ciências, a primeira mulher a desafiar o preconceito foi a polonesa Marie Curie (1867 – 1934). Educada precocemente em ciências por seu pai, professor de matemática e de física, Curie cursou uma universidade clandestina que desafiava as leis da Rússia, a cujo império a Polônia estava subjugada, e aceitava mulheres. Mais tarde mudou-se para a França e conquistou dois prêmios Nobel, primeiro o de física (1903) e depois o de química (1911).

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