RELATÓRIO DE GESTÃO

 

Ações desenvolvidas pela Diretoria no Biênio 2001/2003

 

1.      Ações junto à comunidade

1.1    Estreitamento das relações com os associados, participando de maneira ativa em todas as reuniões científicas promovidas pela SBF. Participação também no Encontro Nacional de Estudantes de Física, realizado em 2002, na Universidade Rural do Rio de Janeiro.

1.2    Incentivo à participação de membros do Conselho e sócios em comissões e na execução de tarefas de relevância para a SBF. Assim, além do apoio tradicional na editoração de revistas, organização de eventos, organização da Olimpíada de Física e premiação da melhor Tese de Doutoramento, teve o apoio de sócios na reformulação da página da SBF e na utilização do software para organização de eventos e submissão de artigos às revistas da SBF.

1.3    Otimização do boletim da SBF, através de sua página eletrônica, separando a divulgação de informações oriundas da comunidade referentes a reuniões científicas, abertura de concursos, etc. Assim foi possível desobstruir a caixa de mensagens dos pesquisadores com estes avisos.

1.4    Modernização da Página da SBF, atualizando seu conteúdo, incluindo documentação sobre as composições da Diretoria e Conselho, e criando sua versão em inglês.

1.5    Abertura de comunicação direta dos sócios com a diretoria através de correio eletrônico.

1.6    Apoio a todas as iniciativas para a realização de eventos científicos no Brasil

1.7    Apoio à realização da Olimpíada Brasileira de Física e à realização, no Brasil, da Olimpíada Íbero-Americana de Física no Ano de 2004.

1.8    Discussão sobre a questão profissional dos físicos no Brasil. Este assunto foi discutido há cerca de 20 anos, e se faz necessário retomar a discussão sobre a regulamentação da profissão de físico pela SBF; vários sócios têm se manifestado a respeito. Tentativas de discutir com a FINEP a questão da atuação de físicos na indústria. Esta questão está bastante atual, e a FINEP estabeleceu recentemente mudanças no financiamento a empresas estimulando o envolvimento com atividades de pesquisa.

1.9    Criação do grupo de trabalho Mulheres em Física inspirado no grupo de trabalho sobre o mesmo tema estabelecido pela IUPAP, que se propõe a discutir a situação atual e ações para promover a inserção de mulheres na profissão.

 

 

2.      Ações de Política Científica

 

2.1    Enérgicas reivindicações junto aos órgãos de financiamento de pesquisa pela melhoria dos níveis de financiamento, incluindo bolsas, projetos aprovados e não liberados. Em diversas ocasiões foram enfatizados o descontentamento da comunidade e os efeitos danosos do congelamento das bolsas do CNPq e da CAPES tendo sido proposta sua equivalência às bolsas da FAPESP.

2.2     Trabalho de prospecção junto aos órgãos governamentais sobre as políticas de financiamento da pesquisa com a presença dos fundos setoriais e novas agências (como o CGEE). O relatório da comissão constituída pelos professores Roberto Andrade, Elisa Saitovitch, Adalberto Fazzio e Ildeu Moreira, que aponta para possíveis desdobramentos das políticas de financiamento do MCT a partir da criação dos fundos setoriais, foi divulgado desde agosto de 2002. Recentes esforços para atualizar o relatório, com entrevistas com integrantes da nova equipe do MCT. Este relatório foi encaminhado à assessoria do novo Ministro de Ciência e Tecnologia e divulgado em reunião promovida pela SBPC com sociedades científicas e os presidentes da CAPES e CNPq

2.3    Participação da SBF durante a Reunião Anual da SBPC em Goiânia, com programação expressiva em face de outras sociedades científicas. Intervenção em debate promovido pela SBPC sobre a grave situação do financiamento das atividades de pesquisa em física.

2.4     Discussão, em diversas ocasiões, da necessidade de proceder a uma avaliação atual da física no Brasil e perspectivas para os próximos dez anos, incluindo a situação da física no ensino médio. Foram tomadas algumas ações para implantar a comissão, com contatos mantidos com o Prof. Sílvio Salinas e Antônio Figueiredo, mas a comissão não chegou a ser formalmente constituída.

2.5    Atuação constante junto aos foros convocados pelo governo para discutir novas diretrizes para a política científica, desde a Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, realizada em Brasília no período de 18 a 21 de setembro de 2001, para o lançamento do Livro Branco.

2.6    Participação na Federação Latino Americana de Sociedades de Física (Felasofi), da qual o Prof. J.R. Leite é o atual presidente. Em particular, a realização da Reunião do Conselho da Felasofi durante a ENFMC 2003, coordenada pelo  Prof. Humberto Brandi.

2.7    Aproximação da SBF do CLAF, com a participação do presidente da SBF, como convidado, na reunião do Conselho Deliberativo do CLAF na Colômbia.

2.8    Participação da SBF, via seu secretario geral, na Assembléia Geral da IUPAP, realizada em outubro de 2002, em Berlim. Nesta reunião a SBF conseguiu, além da indicação de diversos representantes nas comissões temáticas, grupos de trabalho, assistir a primeira eleição de um brasileiro (Sergio Rezende) para uma das vice-presidências do órgão. Nesta assembléia foi aprovada a proposta da European Physical Society, da declaração de 2005 como o Ano Mundial da Física (World Year of Physics) para comemorar o centenário das importantes contribuições de Einstein. A SBF deverá organizar, como outras sociedades de física, uma série de atividades divulgando a importância da física na vida contemporânea. O Professor Ildeu Moreira foi indicado para coordenar estas atividades da SBF e sugerir nomes para a comissão organizadora; suas propostas estão sendo encaminhadas para o Conselho e nova Diretoria.

2.9    Atuação na crise estabelecida por ocasião da proposta, feita pelo MCT, de extinção da Pós-graduação no CBPF, com intervenção direta do Prof. José R. Leite e várias articulações para solucioná-la. Participação nas comemorações da implementação da primeira Pós-graduação formal no Brasil, que foi no CBPF.

2.10    Visita do presidente a diversas instituições, inclusive à Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, e perspectivas de melhoria da Pós-graduação naquela instituição.

 

 

3.      Ações Administrativas

 

3.1    Atualização das facilidades de informática tanto de hardware como de software com a contratação de uma firma de informática (que presta serviços a SBPC e SBQ) para instalação de aplicativo gerencial para todos os setores administrativos da SBF. Assim, foi implementado um sistema gerencial para diversos encaminhamentos da SBF que também permite organizar eventos com recebimento e gerenciamento de resumos e manuscritos, na página web.

3.2    Conclusão do processo de restruturação do Seguro Saúde junto ao Bradesco. Mudança da corretora, que assume inclusive o pagamento do funcionário que trabalha junto à SBF na administração da apólice. A nova corretora está sendo remunerada à razão de 4% sobre o valor da apólice, e o repasse de 6% deste valor a SBF está devidamente regulamentado.

3.3    Contratação de um assistente financeiro.

3.4    Conclusão de processo jurídico, retomando a posse do patrimônio (salas comerciais) que estavam em litígio. Este processo foi bastante longo, mas as salas foram alugadas em junho de 2003. Assim além de ficar eliminado o pagamento dos encargos, a SBF passa a receber um aluguel.

3.5    Realização em junho de 2002 de reunião da comissão de eventos para debater questões relativas às escolas e encontros da SBF. Foram discutidos assuntos ligados a organização, taxa de Inscrição, financiamento, reuniões temáticas próprias da SBF, Escolas, apoio da SBF a reuniões organizadas por pessoas e/ou grupos. Foi discutida também a proposta de criação do Encontro de Física Teórica.

3.6    Enfrentamento de grande dificuldade em conseguir apoio do CNPq para a realização dos eventos da SBF a partir do Encontro da Matéria Condensada em 2002. Devido ao decrescente apoio dos órgãos financiadores, sentimos a necessidade de apontar como URGENTE a discussão da viabilidade financeira dos eventos da SBF, bem como de propostas alternativas para garantir a sua realização.

3.7    Criação da Comissão de Partículas e Campos com a discussão, pelo Conselho, da possibilidade de criar outras comissões temáticas. No momento percebemos ainda a necessidade de discutir de maneira mais aprofundada as atribuições destas comissões temáticas.

3.8    Constatação da fraca atuação das Secretarias Regionais com exceção da de Minas Gerais. Foi apresentada a proposta de extinção da estrutura residual de secretarias regionais, devendo o assunto voltar para deliberação no Conselho da SBF.

3.9    Foi preparada uma proposta preliminar para a alteração dos estatutos de modo a permitir a atualização de procedimentos como, por exemplo, a votação eletrônica. Esta proposta está sendo encaminhada ao Conselho para sua apreciação e encaminhamentos futuros

 

4.      Ações Editoriais

 

4.1    Foi recusada a proposta do New Jornal of Physics, iniciativa do Institute of Physics de se fazer um jornal totalmente eletrônico, que gostaria de contar com a participação da SBF.

 

4.2    Brazilian Journal of Physics - Desempenhado papel importante na vitalidade da física no Brasil, aumento do índice de impacto, fluxo constante de artigos.

 

4.3    Revista Brasileira de Ensino de Física - Bastante dinâmica, destacando-se a publicação do suplemento Física na Escola, e o CD com todos os números da RBEF.

 

4.4    Jornal de Instrumentação - esforço para aumentar as contribuições não foi bem sucedido.

 

4.5    Existe uma proposta de criação de uma Revista Latino-Americana de Física, com divulgação eletrônica, apresentada pelo presidente da Sociedade Argentina de Física, que já tem um parecer do editor do BJP.

 

4.6    Está sendo apresentada uma proposta para submissão na página da SBF dos artigos para as revistas, contando com um sistema de gerenciamento on line.